carro preto e branco

Primeiros testes da Equipe Fittipaldi

Esta é a última coluna do que podemos chamar do período de “preparação” dos carros, época em que se falou desde a ideia de se criar uma equipe brasileira até o início dos testes.

Carro Fttipaldi


Novembro de 1974 faltam dois meses para o início do campeonato de 1975 no dia 12 de janeiro, e o carro que era para entrar nas pistas em agosto, só vai para ela três meses depois e os defeitos são tantos que tem de suspender a intenção inicial de treinar em outros circuitos. Os problemas foram:

Principais problemas da equipe Fittipaldi

Foram os seguintes:

  • Correndo a pouca velocidade, cerca de 170 km/h o carro não apresentou superaquecimento, uma grande temeridade pelo conceito do carro com os radiadores lá atrás;
  • O bico do carro arrastava no chão a cada freada na curva três em seguida ao reto em Interlagos;
  • O bico da frente funcionava em demasia, saindo o carro de traseira por excesso de aderência na parte frontal, mas sair de traseira é muito mais fácil de corrigir que sair de frente;
  • O motor não passava de 7.000 giros, rateando ao final de cada marcha, mas na verdade, o problema era da injeção de combustível, pois depois de muito tempo andaram em sentido contrário de Interlagos, onde o defeito desapareceu e o motor alcançou facilmente 9.000 giros.

Mudanças na carenagem do carro

A altura excessiva do carro prejudicava nas curvas de baixa velocidade, portanto abaixaram o carro e o comportamento melhorou.

piloto

Em dezembro, depois de quase um mês de testes, a equipe testa os outros modelos FD-02 e FD-03, com os narizes, tomada de ar para os cilindros e radiadores diferentes do modelo FD-01, mas ao total davam 12 mudanças na carenagem do carro, a saber:

  1. Aletas maiores para a tomada de ar;
  2. Acrescentou funil na saída de ar para diminuir o fluxo;
  3. Colocação das chapas com aletas – ralador de queijo – nas laterais;
  4. Mesmo sem o radiador na traseira, foi mantida a tomada de ar tipo Naca;
  5. Encurtou-se a traseira em 30 cm aumentando o diâmetro de abertura;
  6. Encurtaram o bico;
  7. Tiraram o chifre do aerofólio;
  8. Mudar o aerofólio em dois, divididos pelo bico dianteiro;
  9. Novo bico aberto na frente para a refrigeração do radiador;
  10. Aerofólio tipo concha;
  11. Aerofólio com lamina plana, tipo gilete;
  12. Aerofólio com lamina S, tipo banana.

Na próxima coluna iremos tratar do ano de 1975, o ano de estreia da equipe Copersucar na Fórmula 1.

Senna

Um tributo a Ayrton Senna

1º de maio de 1994. Morre um deus. Ayrton Senna da Silva faleceu em um acidente, no meio do GP de San Marino. Ficou a saudades, a admiração, a vontade de voltar no tempo e reviver os momentos de imensa alegria por ele proporcionados.

Quantas coisas para lembrar:

  • Três títulos;
  • Quarenta e uma vitórias;
  • Sessenta e cinco pole positions;
  • Um currículo invejável.

Quem viu, jamais esquece. E quem não viu, se espanta ao saber das peripécias desse piloto.

Senna nos dias de hoje

Não dá para imaginar Ayrton Senna fora das pistas, se aposentando. Sua obsessão pela vitória não o deixaria parar. Seu fim viria, de qualquer maneira, como virá o fim de todos nós. Mas Senna morreu na luta, no meio da batalha. E como todos os que morrem em guerra, merece uma medalha. Virou herói. Você pode conferir um maravilhoso documentário sobre a vida dele chamado Ayrton Senna Documentário – The Right To Win. Vou deixar o vídeo logo abaixo.

Até hoje, Senna é alvo de comparações. Basta um piloto começar a se destacar, e pronto, é comparado ao herói brasileiro. Ayrton é uma referência, um modelo que todos, pilotos ou não, deveriam seguir. Pela paixão por tudo o que fazia, pela determinação, pela obsessão pela vitória e por saber tirar, de cada momento, uma lição de vida.

Senna morreu e deixou vazio um espaço que jamais será preenchido por outro piloto. Virão aqueles que superarão suas marcas, que baterão seus recordes, que entrarão para a história como pilotos melhores, donos de conquistas maiores. Porém, jamais aparecerá alguém capaz de apagar a memória de Ayrton Senna, ainda viva no coração de cada brasileiro, de cada amante da Fórmula 1. Mesmo aqueles que não o viram correr o admiram. E as gerações futuras também hão de admirá-lo. Porque Senna não é mais um piloto. É um mito, uma lenda. E as lendas são imortais. Ayrton Senna não morreu! Guiou, vitorioso como sempre, rumo ao infinito e conquistou a eternidade.