Tanto a DTM quanto a Stock Car Brasil vão à pista neste final de semana. A DTM, principal categoria de turismo da Alemanha, vai à pista em Mugello, e a Stock, principal categoria brasileira, em Brasília.
Bem, não pretendo comparar as duas categorias -não é este o propósito deste texto. No âmbito tecnologico, a categoria alemã está anos luz à frente da sua correspondente nacional. Talvez aqui haja um show mais interessante -pelo menos dentro da pista-, mas isso é relativo. Só acredito que caiba uma pequena reflexão sobre como estas categorias tratam as categorias menores de seu show.
Se por um lado a promotora da DTM -que tem como parceiras a Mercedes e a Audi- promove a Fórmula 3 Européia e a Fórmula BMW, a Stock -que tem como parceiras a Chevrolet, a Mitsubishi e a Peugeot- promove a Stock Júnior, a Stock Light e a Pick-up Racing.
Como se sabe, as categorias de monopostos são mais úteis no desenvolvimento mais completo de novos pilotos. E, mesmo assim, a DTM promove categorias monopostos -e não turismo, como faz a Stock, que usa a desculpa de que ela promove categorias mais próximas às de sua categoria principal.
Isso acontece num momento em que o automobilismo brasileiro vive uma baixa no número de representantes que chegam ao exterior.
E, se na GP2 são três brasileiros -sendo que apenas um tem chances de vitória-, em categorias como a Fórmula 3 não há mais representantes brasileiros.
Talvez esta não seja a única explicação para o fato que chegam inúmeros alemães na categoria principal do automobilismo mundial, enquanto vivemos a “última fornada” de brasileiros chegando lá. Afinal, os problemas do automobilismo nacional são bem maiores e mais complexos do que isto.
Mas ajuda a explicar, não?

